Esculturas
Escultores, esculturas e cia
Mathurin Moreau, Val D'Osne e o Rio de Janeiro

Par de estatuetas de ferro fundido patinado,
do séc. XIX, assinadas por Mathurin Moreau


Único no Mundo, o patrimônio escultórico do Rio de Janeiro é classificado como Monumento Histórico.

Durante o século passado, a América Latina buscou na Europa, principalmente na França, arquitetos e paisagistas para urbanizar suas metrópoles. O estilo desta época, era o neoclassicismo que incluía uma profusão de objetos ornamentais de ferro fundido. Todas as metrópoles latino-americanas estão marcadas por esta influência francesa hoje desaparecida.
No caso do Rio de Janeiro, apesar do descaso tanto de autoridades como da maioria da população, felizmente a cidade está ornada de fontes e outras obras de estatuária, em ferro fundido provenientes da França.
Na década de 90 em levantamento realizado no Rio de Janeiro, 154 obras foram catalogadas.
A Fundição de Arte Francesa nasceu em 1830, e sua proposta de fusão de arte e indústria, logo atraiu mais de 200 escultores maiores, como Mathurin Moreau, Liénard, Pradier, Carrier-Belleuse, Jacquemart, Ruillard, Carpeaux, Bartholdi e Guimard. As peças produzidas em série foram de início criticadas severamente, mas no fim, tudo resultou num novo status para o ferro, até então destinado a objetos sem valor estético.
Desta estreita colaboração nasceram obras notáveis, algumas hoje recolhidas a museus, como o pórtico do Quai D' Orsay ou que são conhecidas por todos, como as entradas em estilo Art Noveau do metro Parisiense, de autoria de Guimard. A fundição Val D'Osne, num certo momento dirigida pelo próprio Mathurin Moreau, foi a grande responsável pelo embelezamento da então capital federal brasileira.


Um passeio escultórico pelo centro do Rio de Janeiro



Para ver como a arte de Mathurin Moreau está silenciosamente presente entre nós, basta dar um pequeno passeio pela área que vai do Campo de Santana até o Palácio do Catete, passando pela Avenida primeiro de Março e seu entorno e pelo Passeio Público, hoje em processo de restauração.

Na Praça da República, no jardim projetado por Glaziou, encontram-se as esculturas a Sereia – que emerge das águas trazendo nas mãos um peixe – do escultor Serres, e as fontes do tipo Stella adornadas com o busto de Europa, de Mathurin Moreau.

No Prédio do Supremo Tribunal Eleitoral estão as estátuas de Mathurin Moreau que representam a Agricultura, a Marinha, a Indústria e o Comércio e no prédio da Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro mais duas estátuas: a Ciência e uma obra alegórica mostrando um jovem com os símbolos característicos da Indústria.
Na fachada do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no alto, existem quatro estátuas que representam: a Ciência e a Agricultura, estas também de autoria de Mathurin Moreau, e a Arte e a Indústria, além de dois vasos que guarnecem o portão de ferro.
No Passeio Público, este projetado pelo brasileiríssimo Mestre Valentim, podem-se ver três estátuas alegóricas de Mathurin Moreau: a Primavera, o Verão e o Outono.

Já no interior do Museu da República, há quatro candelabros e o busto que representa a República. Na varanda externa, estão a Aurora e o Crepúsculo, enquanto que no jardim o chafariz com a obra o Nascimento de Vênus e mais as estátuas que representam os cinco continentes: América, Europa, Ásia, África e Oceania. Além disto há ainda uma escultura de Cristóvão Colombo. Todas de autoria de Mathurin Moreau.


       

ATENÇÃO
Obras já vendidas

 

À esquerda , a escultura 'Comédie' de 55 cm de altura, em ferro patinado, no detalhe, identificando a autoria da obra como de Math. Moreau, a forma que o artista usava para assinar seus trabalhos.

 
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