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Campo de Rialto (detalhe).Óleo sobre tela de Canaletto 1756 propriedade
'Die Gemäldegalerie',
Berlin. |
1. Ao restaurar uma edificação antiga deve-se
preservar sua utilização histórica ou pode-se até
mesmo adaptar seu uso a uma nova finalidade, desde que ajam poucas alterações
nas características físicas do monumento e de seu entorno.
2. Cada monumento deve ser compreendido como um registro
físico de seu tempo. Alterar suas características cria
uma falsa perspectiva histórica.
3. A remoção de materiais históricos,
elementos arquitetônicos ou das características construtivas
de uma edificação antiga, deverá ser sempre evitada.
Por outro lado, adicionar elementos conjecturais emprestados de outros
edifícios, também é uma prática condenável.
4. Muitas edificações sofrem mudanças
de uso e mesmo estéticas ao longo do tempo. Nestes casos, esta
nova significação histórica é que deve ser
preservada.
5. Elementos arquitetônicos degradados devem
ser preferencialmente recuperados. Em casos extremos, o elemento novo
deve ser o mais semelhante possível em termos de projeto, material,
textura, cor, acabamento e outros atributos físicos. Elementos
perdidos podem ser incorporados à edificação, desde
que inequivocamente identificados.
6. Ampliações, anexos ou alterações
externas não podem interferir com a personalidade histórica
do monumento.
As novas adições devem ser bem diferenciadas, mas compatíveis
em tamanho, escala e características arquitetônicas, de
forma a respeitar a integridade histórica da edificação.
7. Tratamentos físicos ou químicos, extremos,
como jateamento de areia ou uso de ácidos, podem causar danos
irreparáveis ao monumento, tanto pela ação direta
quanto residual no longo prazo, devendo portanto ser evitados.
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